terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Vida

Noites as claras,
pensamentos no passado;
pesadelo visível e imutável.
   Sempre na mesma janela de madrugada,
escondida durante o dia;
  trancafiada a noite.
  Permaneço pegando o ventinho gelado,
pendurada na ponta da janela;
esperando alguém dar o empurrãozinho que me condena.
        Eu consigo fingir muito bem para aqueles que se importam,
ninguém desconfia,
     ninguém acredita;
ninguém sabe de nada.
      E eu só não finjo para o culpado,
para os amigos;
  para os mais ligados.
        Eu deitei em minhas lágrimas por anos e anos,
convivi com as imensas olheiras,
as feridas mentais e físicas;
  os diversos papéis com o mesmo tipo de triste poesia.
        O jeito mórbito que enxergo,
a caverna que me escondo;
a escuridão em que me encontro.
      Sorrir aqui é mentir para o espelho,
é a tentativa de não achar defeito.
   O meu esconderijo me declara;
Declara-me uma fiel seguidora de mágoas.

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