Aquela garotinha problemática,
com olhos vazios e tristes,
faca passando bruscamente pelo corpo, principalmente pelo pescoço,
ódio percebido quando citadas as palavras e,
várias marcas.
Aquela criança sem motivos para tanto,
com família, carinho e saúde;
aconchego e conforto; Sem exagero.
Ninguém a entendia.
Todos tentavam a aproximação, mas não era permitido.
Não era ela, acreditavam que não poderia ser ela.
Uma linda menina de cabelos loiros e longos, enrolados como fios de telefones e brilhosos como o sol;
olhos azuis como a água de Sergipe e vazios como um poço seco.
Incompreendida e solitária.
Internada e traumatiza, após.
Depois de 10 anos, a família fez sua primeira visita.
Encontraram a garota com olhos escuros, cabelos embaraçados e roupas rasgadas.
Fora estes, ela estava machucada, parecia torturada, maltratada, arranhada, cortada, perturbada, com olheiras de meses, lágrimas ainda percebidas, olhos vermelhos, pescoço marcado, triste, furiosa, doente, toda ralada. Com um olhar de criança abandonada,
com saudade de uma certa sensação...
Aquilo que ninguém entendia,
a razão de todo o drama e o problema. O que a família nem ninguém oferecia/imaginava que precisasse;
a sensação de ser amada e poder amar.
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