Não quero ter que esquecer o que é sentir para esquecer você.
Eu quero continuar amando minha tristeza, minha raiva e minha timidez.
Eu quero continuar apenas observando sonhos, pesadelos; até mesmo alguns estúpidos desejos.
E eu só queria que isso passasse, que fosse algo que não me preocupasse tanto nem que ocupasse tanto espaço.
Gostaria de algo que fosse lembrado com lágrimas e sorrisos,
mas não é o caso disso...
Este é lembrado por facas e feridas, mentais e físicas, dúvidas e desgosto;
Lembro-me que você não me perdoou, nenhum um pouco.
Nunca imaginaria-te tão distante assim...
Nunca quis que isso fosse tão frio.
Não bebi o suficiente para a sua atenção.
Não me machuquei o bastante para que visse que não foi um arranhão.
O que há de errado comigo?
E você sempre soube aonde está pisando,
mas parece gostar de esmagar cada vez mais.
Assim, não posso me acalmar...
Assim, não posso deixar o vento levar a ferida,
pois ela não se cicatrizou, só vai se abrindo mais e mais,
se aprofundando e se acostumando.
Posso não ter mais forças, mas não quero deixar isso me derrubar de vez.
Ao mesmo tempo que quero sofrer, quero acabar isto;
ao mesmo tempo que quero você, quero esquecê-lo.
Por favor, afogue essa esperança.
Por favor, tire-me essas essas belíssimas lembranças.
Por favor, também jogue fora toda o seu fôlego para arrogância.
O que há de errado com nós?
Tenho percebido o seu veneno no ar em que respiro...
Tenho percebido que você tem me visto.
De longe, de perto, não importa.
É bom que saiba que nesta escuridão em que vivo,
é o único lugar onde você realmente me conhecerá.
E neste lugar, entre as cinzas de meu coração,
perto do rio de sangue que já derramei,
próximo a dor que sempre amarei.
E neste lugar, jamais serei abandonada;
E neste lugar, jamais serei mal interpretada.
Estou sendo puxada,
a terra me puxa, finalmente sendo engolida pela escuridão;
E eu continuo amando você,
mesmo você sabendo, esquecendo e evitando, ou não...
Desculpe, mas foi sem querer.
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