sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Acordo

E a quanto tempo eu te aviso?
   O mesmo tempo que eu me deixei levar pela bonita ilusão...
O tempo precioso que eu deixei fugir e sem perceber,
afastei os meus realizados desejos, meus essenciais, meus ideais;
seus beijos.
           E ainda sinto seus dentes cravados em meu pescoço,
ainda me lembro do sangue correndo tão rápido quanto as lágrimas escorrendo de meus olhos...
   Ainda acelero meu coração ao imaginar-te aqui tão perto;
ainda sinto o gosto deste desejo.
        E por não compreender, me abandonou, desistiu; nem tentou.
   Embora não aceitar, tenho que conviver.
E talvez eu possa tirar proveito desse sofrimento,
         mas isso não sensibiliza uma esperança nem mesmo uma possibilidade,
é apenas um comentário de um pensamento rápido.
     Uma curiosa sensação de solidão resulta
neste aperto no pulmão.
   No partido coração,
só se permite ver neblina, o pior está mais escondido ainda...
           Há quanto tempo estou parada? Há quanto tempo estou nesse desligamento?
E eu me perdi em meu próprio jogo...
Eu entreguei o meu macete;
     Dei bandeja e caminho livre.
  Enxergando por você, vivendo por você;
fingindo não te querer.
            E essa necessidade me aproximou de você, oh solidão.
E essa aproximação me distanciou de todos, principalmente dele...
      E quantas vezes eu fiz isso?
Quantas vezes eu repeti esse ciclo vicioso?
                 Os trovões destas tempestade já me conhecem e,
insistem em cair no mesmo lugar.
      E quem agora está sozinho, além de mim?
  Alguém mais cavou o seu próprio fim?
Eu sou o meu maior inimigo,
       o maior problema;
a maior dificuldade.
Enquanto esse sangue não parar de escorrer,
           nossos problemas não terminarão;
  Ninguém escapará e,
ninguém sentirá falta.
       E assim, terminarei-me em paz.

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