segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Realidade

Permitiram a sua passagem, a sua entrada;
     a sua permanência e este foi o problema...
   Eu nunca quis me envolver,
pois sei como acabaria;
        não sirvo para sentir o que senti;
Apenas finjo em existir.
     Demorei demais para acreditar
na besteira em que fui fazer...
              Suma, desapareça;
Desinteressa-me sua vida,
        não quero sua companhia.
   Eu sofri demais, você viu; todos viram.
E de que adiantou?
          Chorando pelos cantos,
tirando sangue depois de anos;
    desistindo de seu encanto.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Responda-me

Só por hoje prefiro ficar longe de você...
      Apenas uma vez eu não fiz por merecer.
  Neste mundo você não pode fazer parte,
sem porta, sem visão;
          não adianta tentar o mais profundo coração.
    Girando e girando no mesmo movimento
nada fazendo sentido,
           nada sendo adquirido.
    Última chance, última volta;
            Esta é a sua vida.
       Isto foi o que você escolheu
e já não me importa se se arrependeu.
    Uma crítica sem fundamento,
uma perturbação no nascimento;
            um péssimo posicionamento.
       Será que isso realmente faz parte do seu sofrimento?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mudança

Meu coração tem segredos que eu desconhecido,
              tem segredos que motivam minha solidão;
segredos que realizam minha depressão.
         Eu me sinto estranha,
sem entender, sem me parecer com ninguém; sem ter destino.
                    Eu ainda não entendo...
Mas não vou desistir.
           Meus olhos desviam a solução,
escondem as vontades do meu coração;
     provocam ainda mais minha depressão.
                 Eu continuo a insistir...
Sem lugar neste mundo,
         eu continuo perseguindo a dolorosa ilusão,
a ilusão de estar fazendo o certo;
      de poder entender o resto.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Carnaval

Torturando meus órgãos,
      mentindo para meus desejos;
iludindo meus deveres.
    Esmagando meu coração,
reformando meu rosto;
       tentando corrigir o resto do corpo,
esta tem sido eu,
    estas são as normalidades de algum tempo...
   O ideal é uma tortura,
algo que está lá para te julgar,
       algo que brinca com seus sentimentos,
te enche de esperança;
  Mas no final,
parecem histórinhas mágicas de crianças.
           Eu me meti em várias roubadas,
permiti sua dominação;
      te dei as sete chaves do meu coração.
  Você não tira a sua máscara,
você some igual a fadas;
           você idealiza minha raiva.

Erros e esperança.

Meus olhos não revelam o que deixei de mão,
       revelam uma tristeza;
uma dor que é de minha natureza.
      Tudo o que passei,
toda essa solidão
  teve nome e sobrenome;
o meu destino é desconhecido por mim
               e guardado a sete chaves por ti.
           Eu não vou desistir,
eu vou resistir;
      mesmo sem refúgio, sem saída;
não me entregarei.
              Viverei na solidão se for preciso,
mas sempre objetivando a solução.
        Eu parei num mundo sozinho,
onde as coisas não se mexem;
    se metem em segredo.
             Onde a vida é invisível,
tudo é tão estranho...
       Tudo é escuro, sombrio; vazio.
    Anos e anos, sempre no mesmo sofrimento,
com o coração esmagado,
                  eu larguei tudo de mão...
           Um aperto no ponto fraco;
algo indesejável.
      As paredes chegam mais perto a cada dia...
   finalmente, uma porta se abrirá, assim desejo e imagino;
            Considero essa experiência como uma forma de perdão
a todos os meus querido irmãos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Meu último sorriso

Meu último dia, meu último sorriso;
        Aquele que tentou me confortar, meu único amigo.
Após este, jamais houve leveza...
Nunca dorme, nunca morre.
  Nunca vive, nunca descansa;
Sempre sangra, sempre mantém distância;
  perde toda a esperança,
se arrepende a longo prazo, sempre deixa rastros.
    Sofre em silêncio e em evidência;
revela sua resistência.
          Não é vista, não é reconhecida;
não tem problemas de ignorância.
     Parece sempre estar sonhando,
mas vive de pesadelos,
  Se alimenta de tristeza;
Vive de raiva. Esta é a minha natureza...

sábado, 8 de outubro de 2011

0

Tua ida iniciou-me um começo;
       de um fruto estragado,
  nasceu um horror natural...
Abandonada, triste; só.
            Eu estive morrendo lentamente...
     E você, rindo excessivamente;
Eu cai, fiz meu fim...
          Aprofundei este poço de amargura,
criei ilusões masoquistas;
       transformei-as em vida.
   Eu busquei, busquei você devolta...
Dormi no tempo,
      doei meu sangue;
   destrui meu nome.
A indentificação desse momento
       está em todos os lados,
     em todo o meu quarto,
  em todo o meu corpo;
até a última gota do poço.