segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Poço

Cai junto às suas lágrimas;
          Formo pedaços amassados do passado...
Sempre caio no mesmo buraco.
        Demonstrava pelo violão toda a minha solidão,
minha tristeza de viver em vão.
                Ouvia a dinastia implorando por alívio,
a seca pedindo chuviscos.
       Você não pode me ver, mas pode ouvir-me;
Apareço em seus sonhos,
                       desenho seus pesadelos,
       construo seu medo.
              Recolho sua esperança abandonada no chão,
forneço angústia para sua mente,
        abraço sua dor dependente.
                 E quem disse que você conhece-me?
Eu transformo-me em quem eu quiser...
            Vim de muito longe para perturbar-te...
E quem disse que existo?
       Viva ou morta, eu estarei aqui pronta para
 machucar-te...

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