O medo em segredo,
a obscura saudade,
a maldição do desejo;
a atração no homem que vejo.
A insegura tentativa,
a indeterminada ilusão,
a solitária companhia
de quem eu já quis muito um dia...
A atenção não dada,
a palavra fechada.
A razão ausente
no momento presente.
A vontade aberta
na morte sincera.
Arranjar novas dores
não cura as antigas.
Retorno à lista
das almas perdidas.
Percebo os erros
no dia declarado "perfeito".
Ao telefone informo
todos os meus modos;
vacino a sobrevivência
com o medo da coerência.
Admito o vinho suave
quando tudo já está tarde.
Me desperto
do sono eterno e,
sigo o caminho do infinito maldito;
acho a luz do inferno;
permaneço disperso.
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