segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Greve


Não como, não durmo,
          estou em greve.
     Lutando contra a mentira, a tortura,
a doença e toda a crença.
               A favor da alegria que contagia,
o sorriso brilhante, o bom humor constante.
       Mas lutar não é nada fácil...
  Jogo-me no chão;
              desmaio, acordo;
caio. Choro,  grito, enfureço-me.
    Dias passam-se, semanas também...
           E eu aqui, sem ninguém.
    Esta prova sem gabarito é aqui sempre vivo,
                    questões discursivas,
políticas e dolorosas,
        porém jamais milagrosas.
    Seu aparecimento é surpreendente,
preciso e amoroso;
            recolhe todos os meus espinhos venenosos,
   planta um sentimento curioso,
                irriga sempre quando o tempo está chuvoso.
        Após anos, a seca domina...
você não aparece, não me ajuda.
                          Perdi-me em minha plantação,
rezo por uma salvação,
        sinto que a chuva está perto,
   porém, sempre me desespero.
           De repente a chuva aparece,
mata-me dores, sacia meus desejos,
          reconhece meus erros.
    Mas além de tudo,
                    diz que mereço.

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