Eu busquei uma mentira durante toda a minha vida,
vivi de ódio, lembranças, tristezas...
Tudo estava destinado a acabar;
criaram-se províncias de medo;
sentimentos desconhecidos;
corações feridos.
A desconfiança predominava,
sempre acabando com os justos;
nunca favorecendo.
Estou viva, ainda...
por quê? por quê estão enterrando-me?
Ninguém ouve meus gritos desesperados...
parecem não querer ou,
simplesmente, não perceber...
Julgaram antes do tempo;
Não posso permitir...
Minhas tentativas tornam-se inúteis,
mas parece que há alguém percebendo...
por quê não os confronta? não diz a verdade?
Sou o fruto do erro;
o erro com sangue e, por enquanto,
com batimentos cardíacos e um coração...
Desfazer-me deste jeito é triste,
surpreendente, até mesmo para você...
Quem jurava amar-me,
cuidar-me para toda a vida,
sem reclamar,
sem arrepender-se.
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