Provar seu veneno vibrante e louco,
lembra-me o gosto da uva;
sempre radiante e doce,
mas a quem a recusa,
sempre engana,
revelando-se uma grande hermana.
Convoquei todas as ciências para entender
a que ponto levaria-me esse amor confuso;
Mas nem os melhores médicos acharam o remédio.
Está tudo no cérebro;
uma ficção alimentícia,
alimentando-se da minha carícia;
bebendo da minha rica fonte milagrosa
tudo o que é mais valiosa.
Esse absurdo ilude-me ao hemisfério mais profundo,
sempre regredindo no mesmo trunfo.
Vicia-me a dor de acompanhar-te até o obscuro,
apaixonando-me pelo oportuno.
Silúrico,
estou;
sem raízes para apreciar,
sem começo para continuar.
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