sexta-feira, 15 de julho de 2011

Meu interior

Sempre ouvi críticas ao meu estilo;
      Achavam que cortava os pulsos,
chorava em todos os cantos e,
        ouvia rock para sofrer.
    Mas em um péssimo belo dia,
               minha esperança de lutar se foi;
perdi a inspiração,
       perdi meu pulmão.
            Resolvi tentar a tão temida e pronunciada
cortada de pulso;
    Aprofundei os cortes,
             escrevi frases,
tentei afogar-me,
       fingi-me de morta,
                  senti muita dor.
    Arranhei-me toda,
            mordi meus lábios secos e sedentos;
                  chorei amargamente de tanto sofrimento.
Mas não morri...
       Não permitiram minha liberdade corporal,
              minha passagem ao imortal.
            Passei por experiências horríveis,
mas nenhuma adiantou.
        E hoje, tento aceitar que
         a minha hora ainda não chegou.

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