sexta-feira, 15 de julho de 2011

Escadaria do paraíso


Descanso após a dúvida infernal entre
      a direção do paraíso e
a volta ao inferno.
          Estou cansada;
Meus pés não alcançam o chão,
      minha mente não alcança o digno;
parece tudo perdido.
        A inspiração leva-me ao suicídio muito pensado e
desejado.
             Essa escada simples e bonita
possui degraus afiados de dor;
                     gemidos de venenos ingeridos;
      de sombrios horrores junto à temores.
           Talvez não possua felicidade para retribuir o sacrifício que passei com esses
degraus inacabáveis.
                      Talvez implorarei pela morte antes mesmo de passar do segundo;
         Se o paraíso existir,
deverá ser muito bom para
             deixar-me encantado e
   sentindo estar sempre amado.
                 A agonia passa quando o fim chega,
o aperto do coração faz-me querer abrir um buraco no peito,
          para tirar seu efeito.
      O ilusionismo é capaz de enlouquecer-me;
A miragem é tão atraente quanto modéstia parte...
                     O sofrimento  é tão insuportável que acabou-me
criando um infeliz gosto de satisfação,
          a partir de uma névoa de pura ilusão.
        Abandono meu corpo,
permitindo o descanso,
                 acabando no paraíso sem escadarias;
       terminando apenas com a morta namorada todos dias.

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