Estou congelada,
abandonada pela vida;
esquecida pelo mundo,
controlada pela depressão;
sem chão.
Sem sentido,
sem pensamentos,
simplesmente ausente.
A respiração é inconsequente;
o movimento é doloroso,
as palavras habitadas ao fechado,
deixando meu mundo calado.
Nada faço,
nada sou;
Não vivo, não sinto;
não reclamo.
Não há o que questionar,
apenas vejo o tempo passando;
observando sua felicidade
no meio da desigualdade.
É um ultraje!
Minhas lembranças vão sendo apagadas;
vou-me esquecendo tudo;
sem ter pelo o que lutar;
viro uma imortal,
sem ter uma causa,
sem ter desculpa para enojar,
tudo o que um dia eu fui a desejar.
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