terça-feira, 19 de julho de 2011

1998-2008


“ É a confiança, companheirismo, amor e felicidade encontrada no outro.”
      Não amo,
               não confio,
não sou feliz.
     Esta é a minha vida, solitária.
                   Não permito aproximação,
sorrisos,
       alegrias.  E quando se aproximam, eu os evito,
fujo, distancio-me.
               Após décadas de sofrimento,
    repenso nos acontecimentos,
        nas lembranças
e acho apenas traumas de quando eu era criança.
              Uma pequena e ingênua criança que queria ser feliz,
ter atenção,
 amor
     e compaixão.
                        Mas diante de erros,
suspeitas, mentiras
    e hipóteses fatais,
              traumatizei-me.
         A criança cresceu...
Repugnante, sem coração.
              Apenas triste, torturada pela própria mente enfurecida com lembranças;
  Atraída por drogas, facas e morte.
         Culpada pela humanidade,
Atormentada pela vida.
           Perdida em seus pensamentos,
     Com medo de seus atos...
Começo a tremer,
                Deixo lágrimas caírem em meu rosto rapidamente;
         O coração começa a bater mais forte,
                  a agonia é extrema;
Com apenas uma imagem em minha mente.
      É inverbalizável este momento,
           esta situação.
                Incompreensível pelos tolos
e desconhecido pelos humanos.

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