domingo, 31 de julho de 2011

Desejo

A suspeita sem conhecimento,
            o erro sem concedimento.
      A razão de forma egoísta,
a realidade mal assistida.
           O distúrbio proposital
rearma o rascunho irracional.
  A vontade insaciável distribuída para o lado errado.
                   A marcação pública
forma novas dúvidas.
            O aumento da confusão
levou-me ao assassinato
       de um jovem desesperado.
    A sensação confortável
eleva o ego ao retorno do incerto.
            Procurado pelo armamento,
vivendo de ressaca por dentro.
      Adaptado ao assassinato,
ele vive desalmado por seus gatos.
               No ato desagradável do armamento
prenderam-me por décadas,
      por tentar ser feliz, na época.

Distante

Diga-me o que pode ser visto,
      Mostre-me a entrada,
pois acho apenas a saída.
               Guie-me até a luz do túnel,
pois aqui vejo só o escuro.
      Por favor, permita a minha entrada
                 por mais que eu esteja desesperada.
Encontre o erro da mentira
        em minhas lágrimas de agonia.
       Eternize a superação 
da minha maior dificuldade.
             Busque direitos em meu lado esquerdo.
      Consiga a pior para a saudade,
Conquiste abraços,
              mas nunca deixe beijos de lado.
           Conforte o sono da insônia eterna,
mas engane a si mesmo por ela.
     Realize o sono,
               desespere o calmo;
machuque o fato.
         Faça textos de suas melhores experiências,
     mas nunca esqueça as piores presenças.
                Beba o vinho viciante enquanto pode,
em troca, visite todas as possíveis mortes.
     Viva o ruim,
pois é a graça;
            arranje namorada,
mas nunca tente nenhuma desgraça...
        Adivinhe o infinito,
aproveite-o comigo.
                 Arrependi-me por não dizer
tudo o que quis de você;
      Agora, sem mais voltas,
experimento novas vitórias.

sábado, 30 de julho de 2011

Baixo astral

Sem justificar os sentimentos e muito menos a vida,
     continuo existindo.
    Sinto-me morta quase todos os dias;
sem sinal de alegria ou tristeza, sem sorrir ou chorar,
              apenas olhando pro nada.
          A imperfeição define os fracos,
o caráter, dizem que define os fortes, 
                      e os intermediários?
   Um pouco forte e um pouco fraco; meu resultado.
                  As vezes tristes com apenas a sensação de tudo acabado,
as vezes feliz por ser correspondida,
       as vezes morta sem saber se está viva.
             Determino minha vida na intensa peça inacabável,
sem roteiro, sem significado.
   Mas por quê? 
               Por que eu tenho tanto medo do erro e mais ainda da tentativa?
Mente cruel...
       Sempre brincando com tudo o que poderia alegrar-me. 
                    Sempre evitando todos que poderiam amar-me...
   Sem conseguir decifrar,
           sigo a derrota
disposta a mudar,
                                            mas nunca consigo encorajar.

Alternativas

            A perda pode ser a dose necessária para o aprendizado.
    A fonte do desespero começa na rejeição do amor.
O abraço pode acumular raivas inexistentes, pode mostrar caminhos coerentes.
                       No armamento da desconfiança há sempre esperança.
           A madrugada encanta-me, 
      mostra a diversificação da lembrança.
     A destruição do erro é estúpida,
  pois sempre precisamos de músicas.
Em seu sorriso diz-me
    o que seus olhos tímidos 
 não querem dizer,
      ou talvez por apenas não reconhecer..
         Seus esverdeados olhos
      são fontes para a madrugada serena,
sem arrependimentos. Com tudo valendo a pena.
   Acho que a perda da paciência é fundamental,
       para desfazer uma amizade essencial.
A perda da razão
     ajuda a ignorância levantar a mão.
Quem conquista sua confiança,
      chega bem próximo de sua maior herança..
Talvez a melhor poesia seja aquela que está escondida...
Pensar alto faz bem 
       quando eu posso envolver-me também...
A tão disputada atenção
   finalmente foi pra mim, ou não...
            Não vou desistir
do que um dia, talvez, terei...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Realidade

Erros escondidos,
        problemas vistos.
   Dias tediosos,
aborrecimentos cansativos.
            É assim que está minha maldita e parada vida,
abençoada pelas maldições;
      confrontada pela tortura.
É intrigante a sabedoria não utilizada,
    sempre evitada.
                       A privacidade é inexistente,
as ordens predominam junto à ignorância.
          Desconfortante , a preocupação.
    Cruel, a importância para os desprezíveis.
Absurdamente vou entregando-me
            ao mundo obscuro.
      Diferente da energia,
ergue-se minha preguiça de um dia,
                realizar tudo o que mais queria.
          A escolha, nunca aceita e sempre criticada,
mostra mudanças preocupantes para os outros e,
     felicidade para você.
                Possivelmente capaz de determinar
o certo e o errado,
       mas jamais ligando para o teatro.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Busca

Vim atrás de respostas,
         achei facas.
   Facas com vontades próprias
formando atos...
          Atos não favorecidos a mim,
mas quem está contra mim.
     Sem reconhecer rostos,
questões ou problemas;
            aqui estou;
Com a mente perturbada,
      machucada fisicamente e,
alfabetizada.
                     Diante da situação desfavorecida,
            paro por um minuto;
cai uma lágrima,
      mas não de tristeza...
De felicidade para a minha surpresa.
               Estou feliz por não morrer em vão,
sem natureza.
        Desmaio, acordo em um hospital,
com vários ferimentos,
               mas nenhum arrependimento.
            Estou presa,
na pequena cidade em que nasci,
      mas desconheço.
                 A convivência poderia favorecer-me,
mas infelizmente ela é inexistente.
       Apenas espero o tempo passar...
E com ele, talvez, libertar-me.

Vida

Eu busquei uma mentira durante toda a minha vida,
          vivi de ódio, lembranças, tristezas...
  Tudo estava destinado a acabar;
criaram-se províncias de medo;
            sentimentos desconhecidos;
corações feridos.
       A desconfiança predominava,
sempre acabando com os justos;
              nunca favorecendo.
Estou viva, ainda...
          por quê? por quê estão enterrando-me?
Ninguém ouve meus gritos desesperados...
        parecem não querer ou,
simplesmente, não perceber...
      Julgaram antes do tempo;
Não posso permitir...
              Minhas tentativas tornam-se inúteis,
  mas parece que há alguém percebendo...
         por quê não os confronta? não diz a verdade?
Sou o fruto do erro;
       o erro com sangue e, por enquanto,
com batimentos cardíacos e um coração...
               Desfazer-me deste jeito é triste,
surpreendente, até mesmo para você...
   Quem jurava amar-me,
         cuidar-me para toda a vida,
sem reclamar,
      sem arrepender-se.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ajuda

A frieza não resolve o coração;
       mostra apenas o caminho para a depressão.

Enterro



Mal cheguei e já estou amargamente arrependida.
          Sinto-me fraca,
algemada;
       abatida.
          Uma agonia ultrapassa meu corpo,
tocando meu coração com um simples leveza
           para depois mostrar sua verdadeira frieza;
desnaturado, monstruoso;
           más intenções e dolorosas,
 Culpa-me por todos os erros alheios;
            Castiga-me pelo mundo,
faz-me implorar por meu enterro vazio;
       apenas com terra e meu corpo deitado,
em restrição.

Despedida

Perdi o foco...
        Concentro-me apenas em uma coisa;
  Minha futura rendição.
                           Será que esta experiência será útil?
talvez...
      Ou talvez vou arrepender-me profundamente.
               Não custa tentar, verdade,
Mas custa acreditar...
           A convivência não demonstra afeto ou aproximação,
    demonstra apenas necessidade, sem querer.
                       Deixo bem claro a distância física e emocional,
      não quero nem ao menos trocar palavras,
          muito menos frases.
Mas assim deixo minha decisão,
                   mas não vou embora sem uma razão
e nem mesmo em vão.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A pior ilusão é aquela que
     sacia toda a sua decepção.
Bárbara Félix Valério

Função

Seria sorte ter o chão como fim,
      mas o absurdo ultrapassa seus limites...
   Desta amargura doce e fatal,
criei um último pensamento atormentador.
      Da alegria do mundo
convenço-me a terminar o que começou sem valor,
    sem vida.
            A necessidade de atenção é curiosa para quem a vê,
estúpida para quem presencia e,
  importante para quem a tem,
       mas a princípio, é interessante
para os estúpidos nos quais a aplaudem.
      O niilismo caótico mostra
o calor espontâneo da harmonia;
            finaliza a proteção
e recupera a ficção.
   A morbidez ocupa um espaço onde
a alegria deveria comandar
        e a luz deveria acompanhar.
Mas para quem não ama,
     sua morbidez a toma.
         Liberando a frieza superior
à tristeza.
     A desgraça da música que tanto gostas
determina a quantidade de desesperançosas
        ternuras que tu possui.
Onde segredos ignorantes
     transformam o medo da morte
em um desejo silencioso
       pra quem torna-se fanático pelo próprio medo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Lar


Encaixo-me no problemático,
   doente, perturbado,
paranóico
      e solitário.
             Colocado em quarentena a vida inteira;
 apenas olhando paredes de torturas,
           declarado como inexistente,
provocado como ameaça.
        Vivendo de sonhos,
sem esperança.
          Não sei falar,
nem me mexer.
    Sei chorar
e arrepender-me de não lembrar o erro
         para tudo isso estar acontecendo.
    Erro de fabricação, talvez...
                   Lixo tóxico ou
   simplesmente um experimento sem valor,
                 não sei porquê ainda existo..
          Mas não aceito a derrota.
Luto a cada dia,
       mesmo não tendo resultado...
                    Estou cansando-me de lutar.
Acabado,
           conquistado pela derrota.
   Decepcionado por viver triste;
entrego minha mente ao infinito
          onde posso ser, talvez,
livre.

1998-2008


“ É a confiança, companheirismo, amor e felicidade encontrada no outro.”
      Não amo,
               não confio,
não sou feliz.
     Esta é a minha vida, solitária.
                   Não permito aproximação,
sorrisos,
       alegrias.  E quando se aproximam, eu os evito,
fujo, distancio-me.
               Após décadas de sofrimento,
    repenso nos acontecimentos,
        nas lembranças
e acho apenas traumas de quando eu era criança.
              Uma pequena e ingênua criança que queria ser feliz,
ter atenção,
 amor
     e compaixão.
                        Mas diante de erros,
suspeitas, mentiras
    e hipóteses fatais,
              traumatizei-me.
         A criança cresceu...
Repugnante, sem coração.
              Apenas triste, torturada pela própria mente enfurecida com lembranças;
  Atraída por drogas, facas e morte.
         Culpada pela humanidade,
Atormentada pela vida.
           Perdida em seus pensamentos,
     Com medo de seus atos...
Começo a tremer,
                Deixo lágrimas caírem em meu rosto rapidamente;
         O coração começa a bater mais forte,
                  a agonia é extrema;
Com apenas uma imagem em minha mente.
      É inverbalizável este momento,
           esta situação.
                Incompreensível pelos tolos
e desconhecido pelos humanos.