Aumentam-se em mim os grandes medos;
O hemisfério se ergue e se torce,
Num desenvolvimento de borracha,
Variando a ação mecânica das cidades.
Vai-me crescendo a aberração do sonho.
Mordem-me os nervos sobre o desejo.
Dissolvendo e enterrando-me num espaço medonho.
Mas tudo isso é ilusão!
Quem sabe se não é porque não saio,
Desde que, o inverno se foi e levando-te com ele.
A luz do quarto diminui o brilho,
Seguindo todas as fases do eclipse...
Começo a ver coisas de Apocalipse.
Deito-me aceitando a minha loucura,
desmentindo o que vejo,
E me entregando ao sono eterno.
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