terça-feira, 28 de junho de 2011

Obsessão

Aumentam-se em mim os grandes medos;
        O hemisfério se ergue e se torce,
   Num desenvolvimento de borracha,
        Variando a ação mecânica das cidades.

Vai-me crescendo a aberração do sonho.
    Mordem-me os nervos sobre o desejo.
        Dissolvendo e enterrando-me num espaço medonho.

Mas tudo isso é ilusão!
       Quem sabe se não é porque não saio,
              Desde que, o inverno se foi e levando-te com ele.
     
 A luz do quarto diminui o brilho,
      Seguindo todas as fases do eclipse...
             Começo a ver coisas de Apocalipse.
  Deito-me aceitando a minha loucura,
              desmentindo o que vejo,
                       E me entregando ao sono eterno.

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