quinta-feira, 30 de junho de 2011

A cor

A cor do sangue é a cor que mais me impressiona,
  E é a cor que mais me persgue!
 Essa obsessão me abate;
      Não sei por que me vem sempre à lembrança
    O estômago esfaqueado de uma criança;
Na alta alucinação de minhas cismas,
       A última gota tinha
a abundância de várias crias.
   Chegou-me o estado máximo de mágoa;
 Duas, três, quatro, cinco, seis e sete
  Vezes que eu furei-me com um canivete,
Partindo-me em sete.
     Sete pedaços agonizados e tristes,
amadurecendo da pior forma que existe.
        Fazendo meu mundo ficar ainda mais doloroso;
Formando secas em tempos chuvosos.
    Matando minha parte esperançosa,
Deixando-me furiosa.
     Harmonicamente deixando-me apenas com as ilusões;
   Cavando sua própria existência e,
restando-me a sós com as emoções.

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