Nunca vi minha vida como uma novela;
com o vilão e a boazinha,
o príncipe e o suspeito,
o mal julgado e o preconceito;
Mas a dor que aparentam-se nas novelas, eu sinto.
A tristeza e a solidão, fazem parte do meu dia-a-dia;
A necessidade de atenção não é a minha preocupação;
O encontro com o amor eterno não é discreto;
Na vida real é ausente;
E o viveram felizes para sempre, inexistente.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
A cor
A cor do sangue é a cor que mais me impressiona,
E é a cor que mais me persgue!
Essa obsessão me abate;
Não sei por que me vem sempre à lembrança
O estômago esfaqueado de uma criança;
Na alta alucinação de minhas cismas,
A última gota tinha
a abundância de várias crias.
Chegou-me o estado máximo de mágoa;
Duas, três, quatro, cinco, seis e sete
Vezes que eu furei-me com um canivete,
Partindo-me em sete.
Sete pedaços agonizados e tristes,
amadurecendo da pior forma que existe.
Fazendo meu mundo ficar ainda mais doloroso;
Formando secas em tempos chuvosos.
Matando minha parte esperançosa,
Deixando-me furiosa.
Harmonicamente deixando-me apenas com as ilusões;
Cavando sua própria existência e,
restando-me a sós com as emoções.
E é a cor que mais me persgue!
Essa obsessão me abate;
Não sei por que me vem sempre à lembrança
O estômago esfaqueado de uma criança;
Na alta alucinação de minhas cismas,
A última gota tinha
a abundância de várias crias.
Chegou-me o estado máximo de mágoa;
Duas, três, quatro, cinco, seis e sete
Vezes que eu furei-me com um canivete,
Partindo-me em sete.
Sete pedaços agonizados e tristes,
amadurecendo da pior forma que existe.
Fazendo meu mundo ficar ainda mais doloroso;
Formando secas em tempos chuvosos.
Matando minha parte esperançosa,
Deixando-me furiosa.
Harmonicamente deixando-me apenas com as ilusões;
Cavando sua própria existência e,
restando-me a sós com as emoções.
Ser
Eu, filho do carbono e monstro da escuridão;
Sofro, desde as experiências da infância;
A influência má que não aceitava distância.
Profundíssimo hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Trazendo-me uma ânsia,
Uma ânsia que escapa-se da boca de um cardíaco,
Matando minha esperança e levando-a contigo.
Sofro, desde as experiências da infância;
A influência má que não aceitava distância.
Profundíssimo hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Trazendo-me uma ânsia,
Uma ânsia que escapa-se da boca de um cardíaco,
Matando minha esperança e levando-a contigo.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Aliviada
Sou uma sombra que vem de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Larva de caos telúrico,
Procedo da escuridão do cósmico segredo,
Vindo de grandes travessos.
É de mim que decorrem, simultaneamente,
a saúde das forças subterrâneas.
E a morbidez dos seres ilusórios.
Trago a solidariedade subjetiva
das almas sofredoras e abandonadas;
Meus sinceros nojos à natureza humana,
Minha podridão servindo de inspiração;
aos que restaram da população.
Alivio-me por estar morrendo e deixando essa natureza desprezível,
lentamente deixando-me de ser humana;
levando-me onde o preconceito e o erro não dominam.
E assim, a paz, a tão pedida liberdade e o sossego,
poderão dominar-me.
Do cosmopolitismo das moneras...
Larva de caos telúrico,
Procedo da escuridão do cósmico segredo,
Vindo de grandes travessos.
É de mim que decorrem, simultaneamente,
a saúde das forças subterrâneas.
E a morbidez dos seres ilusórios.
Trago a solidariedade subjetiva
das almas sofredoras e abandonadas;
Meus sinceros nojos à natureza humana,
Minha podridão servindo de inspiração;
aos que restaram da população.
Alivio-me por estar morrendo e deixando essa natureza desprezível,
lentamente deixando-me de ser humana;
levando-me onde o preconceito e o erro não dominam.
E assim, a paz, a tão pedida liberdade e o sossego,
poderão dominar-me.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Obsessão
Aumentam-se em mim os grandes medos;
O hemisfério se ergue e se torce,
Num desenvolvimento de borracha,
Variando a ação mecânica das cidades.
Vai-me crescendo a aberração do sonho.
Mordem-me os nervos sobre o desejo.
Dissolvendo e enterrando-me num espaço medonho.
Mas tudo isso é ilusão!
Quem sabe se não é porque não saio,
Desde que, o inverno se foi e levando-te com ele.
A luz do quarto diminui o brilho,
Seguindo todas as fases do eclipse...
Começo a ver coisas de Apocalipse.
Deito-me aceitando a minha loucura,
desmentindo o que vejo,
E me entregando ao sono eterno.
O hemisfério se ergue e se torce,
Num desenvolvimento de borracha,
Variando a ação mecânica das cidades.
Vai-me crescendo a aberração do sonho.
Mordem-me os nervos sobre o desejo.
Dissolvendo e enterrando-me num espaço medonho.
Mas tudo isso é ilusão!
Quem sabe se não é porque não saio,
Desde que, o inverno se foi e levando-te com ele.
A luz do quarto diminui o brilho,
Seguindo todas as fases do eclipse...
Começo a ver coisas de Apocalipse.
Deito-me aceitando a minha loucura,
desmentindo o que vejo,
E me entregando ao sono eterno.
Realidade
Seus olhos revelam-me o que sua boca não consegue dizer;
Seu corpo diz-me o que você não consegue descrever.
Coragem, necessita-se;
Egoísmo, joga-se fora;
Sabedoria, consegue-se lá fora.
O que temos não é o suficiente para satisfazer-nos;
O mais difícil é desejado.
O impossível é permitido;
Os sonhos não são julgados;
E ninguém é errado.
A ideologia do humano...
Tão pedida e, desconhecida.
Aprendestes com seus erros,
então não devestes evitá-los.
Evitar o erro significa evitar o aprendizado.
O básico é desconhecido,
e o difícil é comum.
E assim,
A natureza mais simples torna-se complexa.
Seu corpo diz-me o que você não consegue descrever.
Coragem, necessita-se;
Egoísmo, joga-se fora;
Sabedoria, consegue-se lá fora.
O que temos não é o suficiente para satisfazer-nos;
O mais difícil é desejado.
O impossível é permitido;
Os sonhos não são julgados;
E ninguém é errado.
A ideologia do humano...
Tão pedida e, desconhecida.
Aprendestes com seus erros,
então não devestes evitá-los.
Evitar o erro significa evitar o aprendizado.
O básico é desconhecido,
e o difícil é comum.
E assim,
A natureza mais simples torna-se complexa.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Doce ilusão
Como evitar tamanha exuberância?
Como desperdiçar palavras relatando tua beleza?
Como simplificar desejos infinitos?
Não há forma mais convincente do que gestos;
Não há forma mais bonita de expressão do que a poesia;
Você torna o simples em perfeição.
Até mesmo os seus erros se expressam de forma ingênua, inteligente
e determinada.
Fazendo-me acreditar em tudo,
principalmente em erros óbvios e estúpidos.
Estou enfeitiçado.
Essa ilusão parece um sonho tão belo,
confortável e viciante;
impedindo-me de acordar para o mundo.
Semanas, meses e anos se passaram...
Eu ainda estou tolamente e ingenuamente sonhando,
desacordado.
Cercado de esperança e pensamentos otimistas,
mas nada dura para sempre.
Tiraram-me a felicidade, o belo.
Cai em uma profunda e eterna depressão;
tão dolorosa e doce ao mesmo tempo;
insaciável e perturbadora;
incansável.
Estou paranóico;
Cego pela vida,
pelo belo,
pela ilusão.
Sem perdão.
Como desperdiçar palavras relatando tua beleza?
Como simplificar desejos infinitos?
Não há forma mais convincente do que gestos;
Não há forma mais bonita de expressão do que a poesia;
Você torna o simples em perfeição.
Até mesmo os seus erros se expressam de forma ingênua, inteligente
e determinada.
Fazendo-me acreditar em tudo,
principalmente em erros óbvios e estúpidos.
Estou enfeitiçado.
Essa ilusão parece um sonho tão belo,
confortável e viciante;
impedindo-me de acordar para o mundo.
Semanas, meses e anos se passaram...
Eu ainda estou tolamente e ingenuamente sonhando,
desacordado.
Cercado de esperança e pensamentos otimistas,
mas nada dura para sempre.
Tiraram-me a felicidade, o belo.
Cai em uma profunda e eterna depressão;
tão dolorosa e doce ao mesmo tempo;
insaciável e perturbadora;
incansável.
Estou paranóico;
Cego pela vida,
pelo belo,
pela ilusão.
Sem perdão.
Dificuldade
É difícil descrever-te com tanto pouco tempo de convivência,
Mas anos não comparam inteligência,
Anos não comparam sabedoria,
Anos não comparam mentalidade,
Anos não comparam o tamanho da amizade.
E nem mesmo, fidelidade.
Anos comparam apenas dias de amizades.
Descrever-te com poucas palavras é muito mais difícil,
Mas tentativas não faltam,
Minhas necessidades provam,
Meus desejos documentam e,
minhas vontades argumentam.
Posso não ter-te a muitos anos,
Mas terei-te pra sempre.
Mas anos não comparam inteligência,
Anos não comparam sabedoria,
Anos não comparam mentalidade,
Anos não comparam o tamanho da amizade.
E nem mesmo, fidelidade.
Anos comparam apenas dias de amizades.
Descrever-te com poucas palavras é muito mais difícil,
Mas tentativas não faltam,
Minhas necessidades provam,
Meus desejos documentam e,
minhas vontades argumentam.
Posso não ter-te a muitos anos,
Mas terei-te pra sempre.
Visão
Você é a companhia do solitário,
O ouvinte do surdo,
A palavra do mudo,
A opção da solidão,
O olhar do cego,
A união do mundo.
É também a parte complexa do simples,
o jeito do desajeitado,
a força do desencorajado,
a voz do povo,
a ressaca natural.
É uma cosmovisão do que nunca se tornará verdade.
O ouvinte do surdo,
A palavra do mudo,
A opção da solidão,
O olhar do cego,
A união do mundo.
É também a parte complexa do simples,
o jeito do desajeitado,
a força do desencorajado,
a voz do povo,
a ressaca natural.
É uma cosmovisão do que nunca se tornará verdade.
Autocrítica
Eu sou a pedra mal fabricada;
O erro técnico;
A agonia humana;
A terminação romântica.
A resposta mal dada.
Poesia dedica a Lucas Morais,
Iluminou-me para escrever essa Autocrítica.
O erro técnico;
A agonia humana;
A terminação romântica.
A resposta mal dada.
Poesia dedica a Lucas Morais,
Iluminou-me para escrever essa Autocrítica.
Novo mundo
No fim da alma desesperada e machucada;
implora-se por uma liberdade eterna,
É ouvido um grito de esperança e agonia;
Onde nada é sacrificado ou julgado justamente.
Um mundo incompreendido
pela natureza humana;
Um mundo onde só habitam os
sonhos sombrios da realidade;
O meu mundo.
implora-se por uma liberdade eterna,
É ouvido um grito de esperança e agonia;
Onde nada é sacrificado ou julgado justamente.
Um mundo incompreendido
pela natureza humana;
Um mundo onde só habitam os
sonhos sombrios da realidade;
O meu mundo.
Palavras do silêncio
No silêncio que se faz em mim;
Ausente do mundo lá fora.
Na voz que se cala na ausência de esperança..
No silêncio que esconde o grito,
na angústia que segura as lágrimas,
busco reencontrar o meu próprio eu.
Ausente do mundo lá fora.
Na voz que se cala na ausência de esperança..
No silêncio que esconde o grito,
na angústia que segura as lágrimas,
busco reencontrar o meu próprio eu.
Fraqueza momentânea
Eu quero esconder-me, sumir;
Ir para onde sua voz não pode ser escutada,
seu rosto não possa ser visto,
sua presença possa ser evitada.
Esse tempo todo eu esperei por um milagre...
Um lindo e impossível milagre.
Desperdicei muitos anos,
por causa do medo.
Sufocando-me você está,
todas as noites, minha respiração para por um minuto;
minha mente adormece;
meus olhos se fecham com vontade de nunca mais serem abertos.
Desconheço o dia seguinte;
Mas nessas noites, tudo indica meu fim.
Momentos ruins existem,
dias péssimos também;
Mas existem anos ruins, parados e sombrios?
Minha vida tem seguido esse rumo...
É viciante.
E a cada momento, parece mais difícil de parar...
Ir para onde sua voz não pode ser escutada,
seu rosto não possa ser visto,
sua presença possa ser evitada.
Esse tempo todo eu esperei por um milagre...
Um lindo e impossível milagre.
Desperdicei muitos anos,
por causa do medo.
Sufocando-me você está,
todas as noites, minha respiração para por um minuto;
minha mente adormece;
meus olhos se fecham com vontade de nunca mais serem abertos.
Desconheço o dia seguinte;
Mas nessas noites, tudo indica meu fim.
Momentos ruins existem,
dias péssimos também;
Mas existem anos ruins, parados e sombrios?
Minha vida tem seguido esse rumo...
É viciante.
E a cada momento, parece mais difícil de parar...
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