quinta-feira, 30 de junho de 2011

Visão Realista

Nunca vi minha vida como uma novela;
   com o vilão e a boazinha,
      o príncipe e o suspeito,
         o mal julgado e o preconceito;
Mas a dor que aparentam-se nas novelas, eu sinto.
   A tristeza e a solidão, fazem parte do meu dia-a-dia;
       A necessidade de atenção não é a minha preocupação;
            O encontro com o amor eterno não é discreto;
          Na vida real é ausente;
E o viveram felizes para sempre, inexistente.

A cor

A cor do sangue é a cor que mais me impressiona,
  E é a cor que mais me persgue!
 Essa obsessão me abate;
      Não sei por que me vem sempre à lembrança
    O estômago esfaqueado de uma criança;
Na alta alucinação de minhas cismas,
       A última gota tinha
a abundância de várias crias.
   Chegou-me o estado máximo de mágoa;
 Duas, três, quatro, cinco, seis e sete
  Vezes que eu furei-me com um canivete,
Partindo-me em sete.
     Sete pedaços agonizados e tristes,
amadurecendo da pior forma que existe.
        Fazendo meu mundo ficar ainda mais doloroso;
Formando secas em tempos chuvosos.
    Matando minha parte esperançosa,
Deixando-me furiosa.
     Harmonicamente deixando-me apenas com as ilusões;
   Cavando sua própria existência e,
restando-me a sós com as emoções.

Ser

      Eu, filho do carbono e monstro da escuridão;
Sofro, desde as experiências da infância;
        A influência má que não aceitava distância.
  Profundíssimo hipocondríaco,
        Este ambiente me causa repugnância…
    Trazendo-me uma ânsia,
Uma ânsia que escapa-se da boca de um cardíaco,
         Matando minha esperança e levando-a contigo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Aliviada


Sou uma sombra que vem de outras eras,
     Do cosmopolitismo das moneras...
   Larva de caos telúrico,
         Procedo da escuridão do cósmico segredo,
     Vindo de grandes travessos.
    É de mim que decorrem, simultaneamente,
         a saúde das forças subterrâneas.
     E a morbidez dos seres ilusórios.

Trago a solidariedade subjetiva
        das almas sofredoras e abandonadas;
     Meus sinceros nojos à natureza humana,
           Minha podridão servindo de inspiração;
aos que restaram da população.
 
   Alivio-me por estar morrendo e deixando essa natureza desprezível,
         lentamente deixando-me de ser humana;
                 levando-me onde o preconceito e o erro não dominam.
E assim, a paz, a tão pedida liberdade e o sossego,
           poderão dominar-me.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O egoísmo intelectual é o mal necessário;
        a sombra da razão;
             a sabedoria escondida;
                   a esperteza envolvida.

Se liga!

A verdade é que se te esqueceram, significa que você nunca representou nada.

Quer uma verdade?

Sem erros, não há aprendizado.

Obsessão

Aumentam-se em mim os grandes medos;
        O hemisfério se ergue e se torce,
   Num desenvolvimento de borracha,
        Variando a ação mecânica das cidades.

Vai-me crescendo a aberração do sonho.
    Mordem-me os nervos sobre o desejo.
        Dissolvendo e enterrando-me num espaço medonho.

Mas tudo isso é ilusão!
       Quem sabe se não é porque não saio,
              Desde que, o inverno se foi e levando-te com ele.
     
 A luz do quarto diminui o brilho,
      Seguindo todas as fases do eclipse...
             Começo a ver coisas de Apocalipse.
  Deito-me aceitando a minha loucura,
              desmentindo o que vejo,
                       E me entregando ao sono eterno.

Realidade

Seus olhos revelam-me o que sua boca não consegue dizer;
       Seu corpo diz-me o que você não consegue descrever.
                    Coragem, necessita-se;
                             Egoísmo, joga-se fora;
                                     Sabedoria, consegue-se lá fora.
            O que temos não é o suficiente para satisfazer-nos;
                        O mais difícil é desejado.
       O impossível é permitido;
               Os sonhos não são julgados;
                   E ninguém é errado.
            A ideologia do humano...
                       Tão pedida e, desconhecida.
 Aprendestes com seus erros,
           então não devestes evitá-los.
                      Evitar o erro significa evitar o aprendizado.
       O básico é desconhecido,
                  e o difícil é comum.
         E assim,
               A natureza mais simples torna-se complexa.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Doce ilusão


Como evitar tamanha exuberância?
    Como desperdiçar palavras relatando tua beleza?
         Como simplificar desejos infinitos?
          Não há forma mais convincente do que gestos;
              Não há forma mais bonita de expressão do que a poesia;
   Você torna o simples em perfeição.
         Até mesmo os seus erros se expressam de forma ingênua, inteligente
                 e determinada.
                       Fazendo-me acreditar em tudo,
              principalmente em erros óbvios e estúpidos.
                 Estou enfeitiçado.
                       Essa ilusão parece um sonho tão belo,
                                     confortável e viciante;
                          impedindo-me de acordar para o mundo.
            Semanas, meses e anos se passaram...
                       Eu ainda estou tolamente e ingenuamente sonhando,
             desacordado.
                           Cercado de esperança e pensamentos otimistas,
                    mas nada dura para sempre.
              Tiraram-me a felicidade, o belo.
                      Cai em uma profunda e eterna depressão;
                             tão dolorosa e doce ao mesmo tempo;
                                    insaciável e perturbadora;
                       incansável.
       Estou paranóico;
               Cego pela vida,
                 pelo belo,
                   pela ilusão.
                                       Sem perdão.

Dificuldade

É difícil descrever-te com tanto pouco tempo de convivência,
    Mas anos não comparam inteligência,
         Anos não comparam sabedoria,
                Anos não comparam mentalidade,
                  Anos não comparam o tamanho da amizade.
                       E nem mesmo, fidelidade.
                         Anos comparam apenas dias de amizades.
                Descrever-te com poucas palavras é muito mais difícil,
       Mas tentativas não faltam,
                    Minhas necessidades provam,
           Meus desejos documentam e,
                    minhas vontades argumentam.
       Posso não ter-te a muitos anos,
               Mas terei-te pra sempre.

Visão


Você é a companhia do solitário,
     O ouvinte do surdo,
              A palavra do mudo,
                        A opção da solidão,
         O olhar do cego,
                   A união do mundo.
É também a parte complexa do simples,
         o jeito do desajeitado,
                  a força do desencorajado,
            a voz do povo,
                      a ressaca natural.
       É uma cosmovisão do que nunca se tornará verdade.

Autocrítica

Eu sou a pedra mal fabricada;
    O erro técnico;
  A agonia humana;
       A terminação romântica.
            A resposta mal dada.


Poesia dedica a Lucas Morais,
      Iluminou-me para escrever essa Autocrítica.

Novo mundo

    No fim da alma desesperada e machucada;
           implora-se por uma liberdade eterna,
  É ouvido um grito de esperança e agonia;
Onde nada é sacrificado ou julgado justamente.
      Um mundo incompreendido
pela natureza humana;
           Um mundo onde só habitam os
sonhos sombrios da realidade;
   O meu mundo.

Palavras do silêncio

No silêncio que se faz em mim;
Ausente do mundo lá fora.
Na voz que se cala na ausência de esperança..
No silêncio que esconde o grito,
    na angústia que segura as lágrimas,
        busco reencontrar o meu próprio eu.

Fraqueza momentânea


Eu quero esconder-me, sumir;
     Ir para onde sua voz não pode ser escutada,
             seu rosto não possa ser visto,
                     sua presença possa ser evitada.
         Esse tempo todo eu esperei por um milagre...
                  Um lindo e impossível milagre.
                Desperdicei muitos anos,
      por causa do medo.
         Sufocando-me você está,
                  todas as noites, minha respiração para por um minuto;
 minha mente adormece;
              meus olhos se fecham com vontade de nunca mais serem abertos.
           Desconheço o dia seguinte;
    Mas nessas noites, tudo indica meu fim.
                  Momentos ruins existem,
              dias péssimos também;
                         Mas existem anos ruins, parados e sombrios?
          Minha vida tem seguido esse rumo...
                  É viciante.
                        E a cada momento, parece mais difícil de parar...